Domingo, Outubro 30, 2005
*-* Rede *-*
"Tudo o que vejo não passa de ilusão
Quem sabe seja essa a minha maldição:
Estar presa num lugar repleto de fogo
Trancada num espaço de aranhas e mofo
Reinando como rainha de abutres por todos os lados
Prisioneira em um reino há muito acabado
Sorrindo para o sangue que desce nas paredes
E mancha o carpete vermelho da rede
Meus braços já doem de tanto segurar
As cordas que tentam há muito me puxar
De volta para o trono do Inferno que governo
De volta para a mente de monstro que espero
Cada noite, quando a lua brilha no escuro
Como a dama espera, secretamente, o vampiro
Para dançar outra vez a melodia final
Que sai das cordas do violino do mal
Mil cordas me prendem ao chão
Minhas asas se tornam, então
Nada mais que enfeites apodrecidos pelo tempo
Que me levariam para o Paraíso com o vento
E eu poderia ouvir novamente
Através da rede de fios aparentes
Que carregam sua voz para longe daqui
E me impendem de vê-lo chorar ou sorrir
Serei eu aquela a governar no fim
Ansiando um pouco de paz para mim
Perdida no tempo do choro e da dor
Enquanto você brilha como o sofredor
Santificado em uma cruz sanguinária
Tragado pelo fogo que Ele imaginara
Para Seu filho, o meu amor, eu mando as cordas
Que amarram a voz, "eu te amo", de volta"
Hiiiiiiii!!!! Tipo, essa poesia tá bizarra, tá estranha, eu sei, massss.... ^-^ Fazer o q?
O FBI avisa: a dona desse blog está sentindo-se abandonada e está considerando a possibilidade de acabar com o Solo, caso não venham comentários. Ou seja, comentem!
Imagem: "A Vampire´s Lament", de
Larafairie.
Texto: Rede, por mim.
Aislin R.F.D. em 2:14 PM
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Sábado, Outubro 22, 2005
*-* Porcelana *-*
"Estas algemas me acorrentam
Mesmo invisíveis, elas me lembram
Que não posso fugir da sorte
Que não dá para esconder a morte
De um sentimento amado
Nascido no tempo errado
De dor e agonia sem fim
Me fazendo querer sumir de mim
Ele me ama, ele me odeia
Eu canto como quem anseia
Um gole d´água num deserto
A esperança no aperto
Que mora na escuridão
De quem ainda tem um coração
Escondido da verdade
Vivendo fora da realidade
Minha mente é uma criança
Perdida e encorajada pela matança
Dos sentimentos, da alegria
Causada por tudo o que sentia
Mas então eu me deparo
Com um rosto tão claro
Quanto uma luz irritante
Ou um amor cegante
Eu o perdi antes de ganhá-lo
Não percebi que estava a amá-lo
Meus pensamentos se tornaram pó
Minha esperança agora anda só
Estou destinada a viver em dor
Meu coração já esqueceu o amor
E eu me perco na escuridão
Como uma boneca sem coração"
Eu sou DEMAIS. Eu sou ROX. Não tem pra onde. Como diria minha mestra Su: "Eu sou O Cara". ^-^ People, eu fui imortalizada! Yah! Traduzindo meu acesso em algo entendível: uma poesia minha (que, por sinal, é essa aí de cima mesmo ^^) foi lançada na coletânia de poemas Versiprosa do Cefet. ^^ Eu vou viver pra sempre dentro de um livro!!!! AÊÊÊ!!! Agora eu posso me suicidar e pronto!
Imagem: Uma das bonecas vendidas no
Dream of Doll.
Poema: "Porcelana". Meu! Direitos autorais me pertencem, e se roubar eu mato! ¬¬
Aislin R.F.D. em 9:59 AM
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Terça-feira, Outubro 18, 2005
*-* Asas *-*
"Eu quero de volta os ares
Que pairam sobre oceanos e mares
Quero sentir o frio queimando a pele
Ver as cores que não existem para seres tão reles
Quanto esses pobres desmembrados
Esses pobres acabados
Acorrentados à chãos de pedra
Caindo, afundando, num rio de seda
Eu quero voar comos antes voei
Para ver os lugares com os quais já sonhei
Que existem nos confins do tempo e espaço
Num infinito qualquer de dor e cansaço
Morte, solidão, poder, agonia
Podridão contida numa eterna nostalgia
Que ataca todos aqueles fadados a andar
Escolhido por Deus para deixar o seu lar
Eu senti toda dor que alguém pode ter
Me perdi no ardor de um coração sem poder
Soltei as amarras de tantos como eu
Para sofrer para sempre no meio do breu
Que atinge minha alma, e me leva a ver
Minha alma se despedaçar e deixar de ser
A força que me guia e me leva a querer
Minhas asas, meu sonho, meu viver"
Eu sei que estou me tornando preguiçosa, mas estamos em um período decisivo no Cefet e eu não posso ficar na net o tempo todo.
PS: Comentários ajudam a me motivar. Autores precisam de motivação. Logo, eu preciso de comentários ^-^
Imagem: "A Wish For Wings That Work", de The Tragic Truth of Me.
Texto: "Asas", por mim.
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Aislin R.F.D. em 9:22 AM
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Terça-feira, Outubro 04, 2005
*-* Sem Cor *-*
"Venha dançar, criança boba
Podemos cantar, criança tola
Podemos falar, criança ingênua
Iremos brincar, criança amena
Pode gritar, criança assustada
Pode chorar, criança bastarda
Pode matar, criança errada
Pode morrer, criança mal-amada"
É o que eu escuto a cada dia
Perdida num breu infinito de agonia
Num sonho distante e desigual
Num mundo de abutres podres e maus
Onde as crianças choram agarradas à facas
E padres rezam missas e oram às larvas
E os pais tem bestas como filhos e netos
E morrem aos montes os doentes e lerdos
É um mundo utopicamente perdido
Algo tão abominável que nunca devia ter existido
Regido por leis absurdas e proféticas
Dadas por Deus em suas aulas de ética
Que ensinavam os fracos a acabar com a podridão
Trazida pelos ricos em sua velha nação
De ouro e diamantes lapidados
De ruas estreitas e povos errados
E nós, os Filhos do Império Acabado
Somos seres unilaterais fadados
A caminhar mortos num mar de dor
Que cobre os vivos com um véu de pavor
Machucando, santificando, crucificando
Posse dos Céus, perdedores clamando
Um milagre incompreensivelmente mortal
Uma morte menos dolorosa, menos banal
Eu sou uma criança num mundo sem cor
Eu sou uma alma banhada em dor
Eu me visto como a morte em seu cavalo assombrado
Eu ando como os anjos, agradavelmente calado
Eu fui libertado de minha infinita sina
Eu fui jogado numa poesia sem rima
Sou o criador de uma história paralela
Conheço-a completa, mas não faço parte dela
Sou uma criança no escuro"
Arrrggg.... Eu odiei isso i.i Non gostei............. E nada de foto hoje porque o Photoshop não cooperou comigo - quase não tinha nem post, porque deu um problema aqui i.i.
Aislin R.F.D. em 8:17 AM
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